sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A Inteligência Colectiva

O conceito da inteligência coletiva foi criado a partir de alguns debates realizados por Pierre Lévy relacionados às tecnologias da inteligência A inteligência coletiva é uma inteligência variada, que se distribui por todos os lugares, constantemente valorizada, que consegue uma mobilização otimizada das competências.

É um projeto fundamentalmente humanístico e, também, ambivalente
Pressupõe a capacidade de criar e de desenvolver a confiança, a aptidão para tecer laços duráveis. O ciberespaço oferece um poderoso suporte da Inteligência Coletiva, tanto no aspeto cognitivo, como no aspeto social. A inteligência coletiva seria uma forma de o homem pensar e compartir seus conhecimentos com outras pessoas, utilizando recursos mecânicos como, por exemplo, a internet.

Projeto do Ciberespaço em proveito da Inteligência Coletiva:
- Visa tornar os grupos humanos conscientes daquilo que fazem em conjunto;

- Dar os meios práticos de coordenação para colocar e resolver os problemas através da proximidade e envolvimento. 

The Art of Community (Jono Bacon)


“A importância da comunidade não é a cruzada, mas sim a maneira como unificar as pessoas de maneira como seguem juntas, lado a lado.”
 
Por definição, comunidade é um conjunto de pessoas, ou animais, que interagem entre si no mesmo ambiente, assim a comunidade existe em toda a natureza. Muitos organizam-se em grupos com um ethos (conjunto de crenças, costumes e sentimentos, que ligam pessoas que pensam da mesma forma) comum, sendo as interacções entre os sujeitos desse mesmo grupo que criam uma comunidade. Estas interacções e sentimentos de pertença são gerados pela economia social.
Nesta economia o objetivo é o sentimento pertença, a comunidade não existe sem inclusão, sendo que o capital é o respeito e a confiança. Assim o capital social são as interacções positivas entre duas ou mais pessoas, quando se afecta alguém positivamente obtemos capital social. Para que uma economia e uma comunidade sejam bem-sucedidas quem participa destas tem que acreditar nela, se ninguém acreditar na comunidade esta falha.
A comunicação em comunidades é feita pelas histórias. As histórias são o meio por onde não só expressamos ideias, mas também a maneira como aprendemos por experiencias passadas. Existem dois tipos de histórias, os contos (para partilhar experiências) e as fábulas (criadas para ilustrar uma mensagem). Após nos identificar-mos com o ethos comum e depois de recebermos as histórias da comunidade passamos a ser nós os contadores de histórias, e contando histórias podemos aumentar o nosso a capital social (pois contribuímos para a comunidade) e aumentar o nosso sentimento de pertença.
É importante perceber que a imaginação e a oportunidade se relacionam. A imaginação fornece à mente uma ideia de como tudo pode ser, criando assim um sentimento de oportunidade. Esta relação torna a crença na comunidade mais intensa, as pessoas acreditarem que um “sonho” pode ser alcançado sentem que a comunidade controla o seu próprio destino.

Embora estes conceitos de pertença, capital social, comunicação e crença sejam importantes para compreender uma comunidade, para esta ser construída precisa de um administrador, embora todos tenham igual importância é necessário haver alguém responsável perante a comunidade. Este administrador ou líder deve ter algumas características para que as pessoas da comunidade confiem nele. Tem de ser alguém de transmita confiança, tem de ser acessível, compreensível, paciente, tem de dar oportunidade às pessoas de serem o melhor possível dentro da comunidade, ter uma personalidade própria (sem ser pretensioso) e deve estar aberto a ideias novas, sem nunca trocar a experiencia prática por teoria.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cooperação e Colaboração

Cooperação e colaboração são conceitos diferentes mas muitas vezes confundidos, principalmente em trabalhos de grupo.
Colaboração implica trabalho em grupo, ou seja, interacção constante entre os membros desse grupo no decorrer da realização desse mesmo trabalho, todos têm a mesma responsabilidade em relação a essa tarefa. No entanto, muitas vezes colaboração é confundida e trocada, pelos alunos, por cooperação visto que os membros do grupo dividem o trabalho em partes e trabalham-nas individualmente, sem haver, assim, comunicação e interacção entre eles e o trabalho que deveria ser colaborativo não passar da junção de pequenos trabalhos realizados separadamente.

Baseado no artigo Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS de Ana Amélia Amorim Carvalho.

Citar e plagiar

É  importante saber distinguir citar um autor e plagiar o seu trabalho, assim, cita-se algo quando a referência da origem da informação está presente no texto, o plágio acontece quando essa referência é omitida, sendo esta uma omissão um  crime visto que é uma violação dos direitos de autor.

Baseado no artigo Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS de Ana Amélia Amorim Carvalho.

Conectivismo

De acordo com o artigo Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS de Ana Amélia Amorim Carvalho, o conectivismo aparece como uma teoria de aprendizagem direccionada para a era digital, pois teorias de aprendizagem anteriores não têm em conta as tecnologias como meio de aprendizagem.
Segundo Simens esta teoria em 7 princípios:
  • "a aprendizagem e o conhecimento baseiam-se na diversidade de opiniões;
  • a aprendizagem é um processo de conexão de nós especializados ou fontes de informação;
  • a aprendizagem pode estar em aplicativos não humanos;
  • a capacidade para conhecer mais é mais crítica do que o que é conhecido;
  • criar e manter conexões é necessário para facilitar uma aprendizagem contínua;
  • a capacidade para identificar conexões entre áreas, ideias e conceitos é crucial;
  • actualização é a intenção de todas as actividades de aprendizagem conectivistas;
  • a tomada de decisão é em si um processo de aprendizagem: escolher o que aprender e prever as consequências da nova informação no real que vai ser alterado (idem)" (Carvalho, 2007), ou seja, a tomada de decisão baseia-se em informações que , estão também, sempre a mudar.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013